A herança familiar do aborto

A herança familiar do aborto

Muitas vezes, uma mulher que passa por um ou mais abortos – espontâneos ou induzidos – tem esse histórico na família. Ou seja, possui algum parente que já passou pela mesma situação, como mãe, avó, irmã, etc.

Isso acontece por que o útero é um órgão que guarda todas as memórias de nosso histórico de vida. Ele carrega seus sentimentos, memórias e até a sabedoria de suas ancestrais, assim como a evolução genética de sua família. 

Quando estamos gerando um bebê, transmitimos para ele as memórias celulares que carregamos em nosso útero. O mesmo acontece quando nos formamos no útero da nossa mãe e ela, por sua vez, também recebe essa “carga” do útero da nossa avó e assim por diante. Portanto, carregamos no útero toda nossa ancestralidade.

Quando um útero está carregado de memórias nocivas, isso sinaliza que ele está “sujo”, frágil, doente. Se geramos um bebê neste lugar, dividimos com ele a carga desse útero. E o feto “absorve” parte dessas dores e feridas, que são transmitidas para ele. 

Existe uma terapia chamada Constelação Familiar que fala justamente que “honramos” padrões familiares, de forma inconsciente. Ou seja, todos nós temos uma predisposição a repetir situações já vividas por nossos familiares, mesmo quando estas são negativas.

Isso explica por qual motivo muitas mulheres nutrem sentimentos, comportamentos e problemas na vida, sem que haja qualquer explicação para isso na sua história. Por exemplo, alguém que tem medo de rejeição sem nunca ter passado por uma. Ou uma mulher que vive constantes abortos espontâneos sem ter nenhuma causa médica levantada. Normalmente, todas essas situações são fruto de sua herança ancestral.

Quais tipos de herança genética um aborto traz?

Se alguma mulher de nossa linhagem viveu um aborto espontâneo ou induzido, inconscientemente podemos “honrar” esse padrão e repetir a mesma situação em nossas vidas. 

Claro que isso não significa necessariamente que passaremos por um aborto, já que as simbologias são muitas e se manifestam de forma diferente. Veja abaixo algumas das possibilidades que uma pessoa pode “herdar” de mulheres de sua geração que passaram por um aborto: 

  • Medo inexplicável de gestar coisas novas na sua vida, geralmente “abortando” os projetos antes deles se concretizarem.
  • Sensação de quem não é merecedora na vida, tendo dificuldade de aproveitar os momentos felizes ou as oportunidades que se apresentam.
  • Medo de perder coisas e pessoas, mesmo sem nunca ter passado por nenhuma situação deste tipo na vida.
  • Dificuldade para engravidar, sem ter nenhum problema médico diagnosticado.
  • Medo irracional da maternidade, mesmo que no fundo queira ter filhos.
  • Sofrer um ou mais abortos propriamente ditos.

Como limpar a herança genética de um aborto?

Enquanto você não limpa seu útero das memórias celulares e ancestrais que ficam registradas nele, não existirá espaço para que nada novo cresça, ou para que nenhuma transformação efetiva aconteça em sua vida.

É por este motivo que oriento toda mulher a passar por alguma técnica de cura e limpeza uterina, pois essa é a única forma de nos libertarmos das memórias celulares que carregamos de todas as nossas gerações. Existe um método chamado Reconsagração do Ventre, que costuma ser o mais eficaz nestes casos.

Pelo que observo, quando a mulher faz a Reconsagração do Ventre e se limpa dessas memórias, ela, automaticamente, acaba cortando esse padrão na sua geração passada.

Já tive inúmeros casos de mulheres que, depois de fazerem a Reconsagração, me relataram, por exemplo, que sua mãe também teve algum tipo de “desbloqueio” de padrões de comportamento, pensamento ou sentimento.

Sempre tento trazer para o meu trabalho conhecimentos que foram olhados de perto pela ciência ou começaram a receber uma atenção maior por parte do meio acadêmico. No entanto, existem algumas explicações que fogem desta ordem, como esta que acabei de dar Mas reforço que este tipo de conclusão é baseado em minha prática clínica de mais de 10 anos, tendo atendido mais de 7 mil mulheres. Portanto, apesar de eu não poder falar que existe um argumento científico para isso, posso afirmar o que vi e constatei ao longo dos meus anos de profissão. 

Mas, independente disso, a Reconsagração é muito indicada depois de um aborto. Os exercícios feitos neste método têm a função de expulsar as memórias de dor, trauma, frustrações, perdas e decepções que a mulher guarda em seu útero e canal vaginal. Esta técnica milenar limpa estes órgãos de todas questões emocionais e físicas que você vem trazendo na vida. A maioria das mulheres sente cólicas durante a Reconsagração, por conta das contrações de expurgo que são realizadas. 

Tudo isso pode tornar mais fácil sua aceitação e superação deste processo de luto e todas as dores pelas quais já passou.

Deixe um comentário

Enviar comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *